Sorria embora o seu coração esteja doendo. Sorria mesmo que ele esteja partido. Quando houver nuvens no céu, você vai se virar. Este é o momento que você tem que continuar tentando. Sorria. Qual a utilidade do choro? Você descobrirá que a vida ainda vale a pena.. se você apenas sorrir.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009


 Pedras de marfim coloridas, delicadamente entalhadas e perfeitamente proporcionais; redoma e torre erguidas sobre a planície de Agra, na Índia. Tremeluzindo ao sol está o edifício mais celebrado do mundo, o Taj Mahal. Muitos o têm visitado para admirar sua beleza arquitetônica, mas poucos conhecem a história igualmente linda que existe por trás dele. Esta magnífica obra de arte existe graças a um relacionamento incomum, o relacionamento entre um imperador mongol, Xá Jeã e sua amada esposa, Mumtaz Mahal. Numa época em que os casamentos reais eram quase sempre uma questão de aliança política, essas duas pessoas uniram-se por causa do amor. Jeã apaixonou-se pela mulher que hoje está sepultada ali, em um túmulo real. Ele pediu sua mão em casamento, ela aceitou, mas aí tiveram que esperar cinco longos anos até que os astrólogos da corte decretassem que as estrelas estavam adequadamente alinhadas para o casamento real. Durante esse tempo, Jeã e Mumtaz jamais se encontraram. Jamais viram um ao outro, mas o amor permaneceu forte. Após o casamento, os dois se tornaram inseparáveis. Poetas reais escreveram que a beleza de Mumtaz fez a lua esconder sua face, envergonhada. Mas Jeã não apreciava apenas a beleza física de Mumtaz. Sua noiva mostrou ser tão inteligente, que breve se tornou sua conselheira política de maior confiança. Era muito generosa e dedicada. O povo a amava. Todos os dias, fazia listas de viúvas e órfãos desamparados e certificava-se de que suas necessidades fossem atendidas. Mumtaz deu a seu marido muitos filhos. A despeito dos complexos problemas que reinavam no império, Xá Jeã desfrutava de uma existência maravilhosa com sua esposa. Quando o Xá teve que ir a uma expedição militar contra forças rebeldes no sul da Índia, sua rainha insistiu em ir também para estar a seu lado, embora estivesse grávida. Foi durante esta campanha que ocorreu a tragédia. Depois de dar à luz seu décimo quarto filho, Mumtaz morreu. Xá Jeã ficou arrasado. Trancou-se em seus aposentos e recusou comer. Ficou pranteando em seu leito durante oito longos dias e quando finalmente surgiu, parecia ter envelhecido vários anos. Sua esposa havia ido embora. O amor que parecia eterno havia partido. Mas esse homem encontrou um meio de imortalizar sua paixão. Decidiu construir um mausoléu para sua esposa, tão lindo quanto o amor que os uniu. Assim, o Taj Mahal foi construído. Um lindíssimo monumento para guardar os restos daquela que fora sua esposa. O casamento perfeito havia sido abreviado, mas Xá Jeã certificou-se de que ele seria lembrado pelos séculos futuros através daquela belíssima estrutura. Um monumento ao amor eterno! Quando vemos aquele monumento, estamos na verdade olhando para o ideal do amor imperecível; um compromisso que transcende até a morte, deixando-nos comovidos com a eloqüência da devoção desse homem para com sua esposa.
Xá Jeã, o construtor desse esplêndido túmulo, sofreu uma tragédia muito grande algum tempo depois da morte de sua amada esposa. Seu próprio filho sentiu ganância pelo poder e voltou-se contra ele. Em 1658, o filho liderou uma conspiração contra o pai e usurpou o trono. Xá Jeã ficou confinado em seu próprio palácio. Viveu lá os últimos oito anos de sua vida – um prisioneiro em uma jaula de ouro. Mas teve um consolo: por uma janela ele podia olhar através do rio Jumna e ver o lugar do descanso de sua esposa. O monumento ainda está de pé. O símbolo do seu amor permanece tão lindo como sempre. Contam que quando os guardas encontraram Xá Jeã morto, aos 74 anos, seus olhos ainda estavam abertos, fixos na cintilante jóia do Taj Mahal.

A maior covardia de um homem é despertar o amor de uma mulher sem ter a intenção de amá-la.

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