Durante toda minha vida, fui criada para agradar, cuidar e me importar com os outros. "Seja educada, Débora. Vai ver como fulano tá, Débora. Obedece, Débora." Até quando não queria, eu obedecia. Mas nesse meio tempo, me perdi. Ou me encontrei. Não sei ao certo. Me preocupo demais com todos, mas quem se preocupa comigo? Com o que eu quero, o que eu sinto e o que eu penso? Atrás da fortaleza que construí, tem um coração! E ele dói e sangra. Dói pelo teatro que não vou poder fazer, pelo amor que não posso ter, pelo Jornalismo em que falhei, pelas ordens que sou obrigada a obedecer, por não poder fugir, por não conseguir parar de pensar no que os outros querem de mim e, pela primeira vez na vida, fazer o que EU quero. Entre outras dez mil coisas que não vêm ao caso. Se eu falo o que me incomoda, estou fazendo drama e não me importo com os problemas alheios. Se me importo demais, sufoco. Dizer que tá tudo bem é uma coisa. Sentir que tá tudo bem é outra.. E quem se importa? Ninguém se importa.
Welcome to reality. It sucks.

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